D I A S D E C A J U D I A S D E C A J U D I A S D E C A J U D I A S D E C A J U D I A S D E C A J U D I A S D E C A J U D I A S D E C A J U D I A S D E C A J U D I A S D E C A J U D I A S D E C A J U D I A S D E C A J U D I A S D E C A J U D I A S D E C A J U D I A S D E C A J U D I A S D E C A J U D I A


...mas a vida � boa para quem cantar...

Com tudo que � insolvente e

[ provis�rio

e de que ainda tens uma sa�da

Entrar no acaso e amar o

[ transit�rio

Carlos Pena Filho

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Eu sou assim,

quem quiser gostar de mim,

eu sou assim...

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04/01/2005 01:04
Já que eu não posso mexer na cara desse blog, eu me mudo dele. Permanentemente ou provisoriamente, afinal, qual a diferença?

www.permasorio.blogger.com.br

Ainda tá assim, meio vazio. Mas tá lá...

[]s
Caju

enviada por paULocAJu



29/12/2004 09:44

tsunamis

Aparentemente está tudo em paz na Brasil. Ontem a noite as pessoas bebiam e se divertiam no bar. Pela manhã o trânsito na ponte estava excelente. No trabalho, a mesma rotina de sempre.

Nem parece que do outro lado do mundo a natureza resolveu mostrar a sua força. Até o momento, 68 mil pessoas mortas. 68 mil pessoas mais importantes para um outro alguém.

Não há guerra, não há ataque terrorista, não há tráfico de drogas que provoque tamanha desgraça em tão pouco tempo.

Não há a quem culpar, nem a quem pedir. Só reconhecer a nossa insignificância perante o poder da natureza e tentar fazer a nossa passagem por aqui no mínimo agradável.

enviada por paULocAJu



23/12/2004 14:40

Tomar umas e outras e cair no passo

Boa Viagem! Paulo Verçosa

Data........Voo.......Partida........Chegada Escalas

Wed 26JAN05 1764 Galeao - RJ 11:50 Recife 13:30 0

Thu 10FEB05 1713 Recife - PE 6:00 Galeao - RJ 10:00 0



Eu vou, mas volto para ver a Vila Isabel campeã do carnaval desfilar no sábado, na Bouleverd 28 de setembro.

E porque eu tenho que estar lá? Porque esse ano o dia do frevo cai na 4a feira de cinzas. E porque eu não vou perder a noite dos tambores silenciosos por nada.

[]s
Caju

enviada por paULocAJu



15/12/2004 13:08

LICENÇA QUE EU VOU RODAR



Carrossel do Destino

Deixo os versos que escrevi,
as cantigas que eu cantei,
cinco ou seis coisas que eu sei
e um milhão que esqueci.
Deixo esse mundo daqui,
selva com lei de cassino;
vou renascer num menino
num país além do mar...
Licença que eu vou rodar
no carrossel do destino.

Enquanto eu puder viver
tudo o que o coração sente,
o tempo estará presente
passando sem resistir.
Na hora que eu for partir,
para as nuvens do Divino,
que a viola seja o sino
tocando pra me guiar.
Licença que eu vou rodar
no carrossel do destino.

Romances e epopéias
me pedindo pra brotar
e eu tangendo devagar
a boiada das idéias.
Sempre em busca das colméias
onde brota o mel mais fino,
e um só verso, pequenino,
mas que mereça ficar...
Licença que eu vou rodar
no carrossel do destino.

(Antonio Nobrega e Bráulio Tavares)

Deve ser legal ter um fotolog... =)

[]'s
Caju

enviada por paULocAJu



09/12/2004 00:23

Eu fiquei de continuar o último post, mas quer saber? Vou continuar nada não. Eu continuo, e vou continuar para sempre em dúvida sobre qual dúvida eu escolho para mim. Por que certeza, certeza mesmo, eu só tenho de que não adianta parar para pensar, porquê o Sol vai continuar nascendo e morrendo independente do que ficar combinado.

Quem criou a gente deve Se divertir vendo a gente preocupado com tanta besteira.

E para não perder o hábito, uma música.
Porque eu não virei gay, mas admito que beber o suco de muitas frutas é uma experiência que a nossa caretice não permite.
E os Secos e Molhados foram uma das melhores bandas que já apareceram no planeta.
Por que eu não virei gay, mas o Ney Matogrosso é o cara.

O Doce e o Amargo
(João Ricardo / Paulinho Mendonça)

O sol que veste o dia, o dia de vermelho
o homem de preguiça, o verde de poeira
seca os rios, os sonhos, seca o corpo
a sede na indolência

Beber o suco de muitas frutas
o doce e o amargo
indistintamente

beber o possível
secar o seio
da impossibilidade
até que brote o sangue
até que surja a alma
desta terra morta
deste povo triste


enviada por paULocAJu



01/12/2004 18:20

Chuva de Cajus
(Alceu Valença)

Ela virá no verão
Com as chuvas de cajus
Os flamboyants estão sangrando
Nessas tardes tão azuis

Pastores da noite
Meu São Jorge Amado
Livrai-me do ódio
Dos apaixonados
Pastores da noite
Meu São Jorge amado
Livrai-me do ódio
Dos abandonados


E ela, minha alegria, virá logo assim que isso tudo passar. Então o guardador da carros me pergunta, antes de eu ligar o carro apressado:
- O que é tudo isso que estás esperando passar?
- Sei lá.
Respondo com a minha expressão preferida. Tá bom, não é minha expressão preferida, e sim a mais usual. A outra é "Não sei!".
Mas fico pensando o que a gente tanto espera passar. Parece que estamos esperando um ponto inicial para nossas vidas. Ah, quando eu terminar a faculdade. Ah, quando eu fizer aquela prova. Ah, quando eu ficar bom dessa gripe. Ah, quando eu tiver dinheiro.
- Ô, Paulinho, boa noite! Vai colaborar com a caixinha do porteiro?
- Não sei!
Porque é melhor variar.
Além disso o porteiro (ô sujeito insensível) não percebeu olhando para minha cara que eu tô em crise existencial. Que eu já esperei tantos carnavais, tantas segundas, tantos aumentos de salários, tantos remédios, tantas pessoas... E nada, a dúvida é a mesma.
- Qual?
- Sei lá!
E com isso eu vou deixando de viver a vida, vivendo freneticamente, com medo de escolher a dúvida errada.
(continua)

******************

E sei que vou esperando o verão, com suas chuvas de cajus, com suas tardes tão azuis, para que eu comece a viver a melhor vida que posso viver

******************

Então vejo que certo está o John Lennon quando diz que a vida é o que nos acontece enquanto estamos ocupados fazendo outros planos. No caso, a vida é o que nos acontece enquanto estamos esperando a vida começar.

******************

"Quando fevereiro chegar, saudade já não mata a gente"

[]s
Caju
enviada por paULocAJu



30/11/2004 11:22

O Ronco da Cuíca
(João Bosco & Aldir Blanc)

Roncou, roncou,
roncou de raiva a cuíca,
roncou de fome...
alguém mandou,
mandou parar:
- A cuíca é coisa dos home.
A raiva dá pra parar, pra interromper.
A fome não dá pra interromper.
A fome e a raiva é coisa dos home.
A fome tem que ter raiva pra interromper.
A raiva é a fome de interromper.
A fome e a raiva é coisa dos home,
é coisa dos home,
é coisa dos home,
a raiva e a fome
mexendo a cuíca
vai ter que roncar.


João, cidadão do mundo. Aldir, cidadão da Muda.

Me parece que os ensaios do "Nem Muda nem sai de cima" começam em dezembro... CERVEJA!!!

[]'s
Caju

enviada por paULocAJu



24/11/2004 08:47

Maracatu I

No Recife a denominação maracatu servia, a partir da primeira metade do século XIX, para denominar um ajuntamento de negros, como por ocasião da fuga da escrava Catarina, anotada por José Antônio Gonsalves de Mello em consulta à edição do Diario de Pernambuco de 1o de julho de 1845:

Em o dia 2a feira do Espírito Santo do ano próximo passado, fugiu a preta Catarina, de nação Angola, ladina, alta, bastante seca de corpo, seio pequeno, cor muito preta, bem feita de rosto, olhos grandes e vermelhos, com todos os dentes da frente, pés grandes metidos para dentro, muito conversadeira e risonha, de idade de 22 anos; tem sido encontrada na Estrada da Nova da Passagem da Madalena e no Aterro dos Afogados, vendendo verduras e aos domingos no maracatu dos coqueiros do dito Aterro, e há notícia de ser o seu coito certo a matriz da Várzea; cuja escrava pertence a Manoel Francisco da Silva, morador na Rua Estreita do Rosário, 10, 3o andar, ou em seu sítio em Santo Amaro, junto à igreja, o qual gratificará generosamente a quem lh'a apresentar.
Na sessão extraordinária da Câmara Municipal do Recife de 28 de abril de 1851, foi oficiado ao desembargador Chefe de Polícia "uma petição do preto africano Antônio Oliveira, intitulado Rei do Congo, queixando-se de outro que, sem lhe prestar obediência, tem reunido os de sua nação para folguedos públicos, a fim de que o mesmo desembargador providenciasse no sentido de desaparecer semelhantes reuniões, chamadas vulgarmente de maracatus, pelas conseqüências desagradáveis que delas podem resultar" (Diario de Pernambuco, 27.5.1851).
O maracatu, na verdade, era tão somente o batuque dos negros, com localização fixa em determinado bairro da cidade. A conclusão é reforçada pelo depoimento do carnavalesco João Batista de Jesus, "Seu Veludinho" do maracatu Leão Coroado, que segundo a tradição faleceu com 110 anos, prestado à pesquisadora Katarina Real em janeiro de 1966. 1

Maracatu nem tinha o nome de maracatu. O nome era nação. Uma "nação" mandava ofício para outro "estado". Surgiu essa palavra pelos homens grandes.... quando ouviram os baques dos bombos, chamaram "aquele maracatu!"


REAL, Katarina. O Folclore no Carnaval do Recife. Recife: Editora Massangana, 1990. 2ªed. p. 184.


Coisa boa é Maracatu. O resto é folclore...


[]'s
Caju

enviada por paULocAJu






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